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Mundial 2026

As maiores surpresas da história do Mundial: das Coreias ao Marrocos

06 de junho de 2026

Toda a gente sabe quem ganhou cada Mundial. Mas as histórias que ficam, na maior parte das vezes, são as das equipas que não deviam estar lá — e estavam, e venceram.

Antes de 11 de junho, vale a pena olhar para os maiores upsets da história. Porque em 2026, com 48 seleções, vão acontecer mais.

EUA 1-0 Inglaterra (1950)

A Inglaterra era a "inventora do futebol" e considerada uma das duas melhores seleções do planeta. Os EUA tinham jogadores que trabalhavam noutros empregos: o capitão Joe Gaetjens era lavador de pratos em Nova Iorque.

O golo foi marcado de cabeça aos 38 minutos. Os ingleses dominaram tudo o resto — atiraram 28 vezes à baliza, acertaram em 6, todas defendidas pelo guarda-redes. 0-1 no final.

Quando o resultado chegou a Londres por telex, os editores assumiram que era erro de transmissão. Publicaram 10-1 Inglaterra.

Camarões 1-0 Argentina (1990)

Argentina era campeã em título com Maradona. Camarões era um país com 1 jogador na Europa. Mais: dois jogadores camaronenses foram expulsos durante o jogo.

Resultado: Camarões com 9 venceu por 1-0 aos 67 minutos, e segurou até ao final. Tornaram-se no primeiro país africano a vencer um jogo de Mundial contra uma seleção sul-americana. Chegaram aos quartos — recorde africano até 2022.

Coreia do Sul nas meias (2002)

Anfitriões com a Coreia. Eliminaram Portugal (de Figo) na fase de grupos. Eliminaram Itália nos oitavos (com golo polémico aos 117 minutos). Eliminaram Espanha nos quartos (com 2 penaltis polémicos a favor).

Acabaram em 4.º lugar. Foi a primeira (e única) seleção asiática a chegar a meias-finais de um Mundial. Os jogadores polémicos e os árbitros polémicos ainda hoje dão azo a debates.

Marrocos nas meias (2022)

Eliminou Bélgica na fase de grupos (Bélgica era favorita ao Mundial). Eliminou Espanha nos oitavos (penaltis, defesa heroica). Eliminou Portugal nos quartos (1-0, golo de Youssef En-Nesyri).

Perdeu a meia contra a França por 2-0, com qualidade. Foi a primeira seleção africana, árabe ou muçulmana a chegar a meias-finais.

Walid Regragui ergueu uma equipa que era uma família — vários jogadores filmados com as suas mães em campo após cada vitória. Tornou-se um momento cultural global.

Padrões

As maiores surpresas têm em comum:

  1. Organização tática extrema (Coreia 2002 corria literalmente o dobro que os adversários)
  2. Defesa em bloco baixo + transições rápidas (Marrocos 2022)
  3. Convicção mental superior (Camarões 1990, EUA 1950)
  4. Sorte em momentos-chave (penaltis a favor, lesões adversárias, etc.)

E 2026?

Com 48 seleções, vão estrear equipas que nunca chegaram tão longe. Algumas vão ser eliminadas vergonhosamente. Uma ou duas vão chocar o mundo.

Quem? Não sabemos. Mas vale a pena estar atento a:

  • Equador — núcleo jovem, jogou bem no Catar
  • Senegal — campeão africano 2022
  • Marrocos — pode repetir
  • Estreantes: várias seleções pela primeira vez na fase principal

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A história escreve-se quando ninguém espera.

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