Análise
A última dança de Messi vai ser contra a nova Espanha
16 de julho de 2026

Chegámos ao fim de semana grande do Mundial com as duas meias-finais arrumadas e uma final que promete ficar na memória.
De um lado, a Espanha dos miúdos, que joga como quem se diverte. Do outro, a Argentina de sempre, com Lionel Messi ainda a mandar no jogo.
França 0-2 Espanha
Em Dallas, a Espanha fez aquilo que anda a fazer o torneio inteiro. Jogou de cor e ganhou com a autoridade de quem se sente em casa em qualquer relvado.
Pedro Porro e Mikel Oyarzabal marcaram, Dani Olmo deixou uma assistência, e a baliza espanhola nem deu à França o consolo de um golo. Unai Simón fechou a porta à chave.
E a França ficou sem argumentos. Kylian Mbappé passou os noventa minutos à procura de um espaço que nunca apareceu, viu um amarelo pelo caminho, e saiu do Mundial de mãos a abanar.
Inglaterra 1-2 Argentina
No Mercedes-Benz Stadium foi tudo mais renhido, mas o fim sorriu à Argentina, que bateu a Inglaterra por 2-1.
Enzo Fernández fez um dos golos. O outro foi de Lautaro Martínez, que entrou do banco e marcou quase de imediato, dessas entradas que valem uma meia-final inteira.
Pelo meio andou Lionel Messi, com as duas assistências da noite nas botas. Aos trinta e oito anos, continua a ser ele a puxar a Argentina para onde ela quer chegar.
A Inglaterra chegou ao seu golo por Anthony Gordon, servido por Morgan Rogers, mas não foi suficiente. Harry Kane despediu-se do grande sonho da carreira sem conseguir fazer o gesto que treinou a vida toda.
O que aí vem
Fica então o cartaz. Espanha e Argentina decidem no domingo quem levanta a taça, e é difícil pedir uma final mais apetitosa do que esta.
A nova geração espanhola, com Lamine Yamal e Pau Cubarsí a mostrar a cara sem medo nenhum, contra o último grande palco de um dos maiores de sempre. Dá vontade de já ser domingo.
Para quem anda no Plantel, esta foi a jornada em que o capitão fez toda a diferença. Quem confiou a braçadeira a Messi festejou a dobrar, enquanto os apostados nos avançados ingleses e em Mbappé ficaram a ver navios.
Falta uma jornada, a última de todas, e ainda dá para acertar as escolhas para a final antes do apito inicial. No domingo fica tudo decidido.