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A Colômbia sofreu, mas passou. Um golo de Jhon Arias bastou para afastar o Gana

05 de julho de 2026

Nem sempre o futebol é festa rija e goleada de encher o olho. Às vezes é isto, um jogo apertado, muito disputado, resolvido num único lampejo.

A Colômbia precisou de pouco para seguir viagem. Mas suou cada minuto para segurar o resultado até ao apito final.

Colômbia 1-0 Gana

No Arrowhead Stadium, em Kansas City, já de madrugada por cá, a Colômbia e o Gana ofereceram um duelo de nervos à flor da pele. Poucos espaços, muita luta, e a sensação constante de que um só golo ia chegar para decidir tudo.

E chegou. Jhon Arias apareceu para fazer o golo que valeu os oitavos, servido por Luis Suárez num daqueles passes que só os avançados de raça enxergam.

A partir daí, foi segurar. E a Colômbia segurou com uma solidez de fazer gosto, com Camilo Vargas a manter a baliza intacta e a linha defensiva a fechar todos os caminhos.

O jogo aqueceu à medida que o relógio corria, e os amarelos foram saindo à vez, de um lado e do outro. Richard Ríos e o próprio Jhon Arias viram cartão, tal como Alidu Seidu no lado ganês, sinal de uma partida jogada no fio da navalha.

O Gana tentou, procurou, carregou nos minutos finais, mas esbarrou sempre numa Colômbia bem montada. Sai do Mundial de cabeça bem erguida, depois de uma campanha que honrou o futebol africano.

A Colômbia segue em frente. Sem brilhar, mas com aquela pinta de quem sabe sofrer quando é preciso, coisa que nas fases a eliminar vale tanto como o talento.

Para quem anda a preparar o plantel para a próxima jornada, a noite de Kansas City deixou um recado claro. Nestas rondas a eliminar uma baliza a zeros vale ouro, e quem tinha Camilo Vargas ou um dos defesas colombianos viu o único golo do jogo render tanto quanto uma goleada. Fica a ideia para quem quer montar a sua própria equipa ou afinar as escolhas para os oitavos, com a defesa das seleções que ainda respiram no torneio a pesar cada vez mais na balança.

Amanhã há mais, que a fase a eliminar não dá tréguas.

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