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Vinícius brilhou para o Brasil e Hakimi também marcou pelo Marrocos

25 de junho de 2026

Foi a noite em que metade das selecções fecharam as contas dos grupos. E o que ficou foi um sabor de fim de capítulo para algumas equipas que tinham vindo com mais aplauso do que pontos.

Pelo meio, o Brasil mostrou que ainda manda. O Marrocos confirmou-se como ameaça, e a África do Sul ditou uma das saídas mais inesperadas até agora.

Brasil 3-0 Escócia

No Hard Rock Stadium, em Miami, Vinícius Júnior fez dois golos numa noite que parecia estar guardada para ele.

Bruno Guimarães distribuiu duas assistências, daquelas que tornam tudo simples para quem está à frente, e Matheus Cunha apontou outro. O jovem Rayan deixou também a sua marca numa assistência.

A Escócia jogou-se até onde pôde, com Steve Clarke a procurar um susto que nunca chegou. Vai sair do Mundial sem vitórias, mas com a sensação de uma geração que ainda tem coisas para mostrar.

Para o Brasil de Carlo Ancelotti é a confirmação de que está finalmente a ganhar a forma do treinador. Vinícius e Bruno Guimarães parecem entender-se de cor.

Marrocos 4-2 Haiti

No Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, o Marrocos goleou o Haiti e segue em frente com a confiança em alta.

Achraf Hakimi marcou e ainda assistiu, num registo que confirma porque continua a ser dos laterais mais influentes do mundo. Soufiane Rahimi também fez um e criou outro, e Gessime Yassine e Ismael Saibari completaram a lista de marcadores. Pelo Haiti entraram na ficha Wilson Isidor e Joseph Duverne.

Houve momentos em que o Haiti incomodou, mas faltou-lhe a regularidade para forçar uma surpresa. Sai com aplausos, sem vitórias, depois de ter aguentado o pulso à Escócia na primeira jornada e ter olhado de igual para igual com Marrocos durante metade do jogo.

Para o Marrocos, segue-se um cruzamento que ainda pode trazer surpresas. Esta equipa de Walid Regragui é candidata a tudo se mantiver este nível.

Suíça 2-1 Canadá

No BC Place de Vancouver, Joel Manzambi voltou a ser a figura de uma noite suíça.

O médio fez um golo e ainda assistiu, e está cada vez mais a impor-se como um nome do Mundial. Ruben Vargas apontou o outro pela Suíça. Pelo Canadá, Promise David marcou cedo antes de sair com uma lesão muscular, com assistência de Niko Saliba.

A Suíça consolida o primeiro lugar do grupo com nove pontos em três jogos, números que confirmam o trabalho calmo de Murat Yakin. O Canadá teve uma derrota que dói depois da goleada por 6-0 ao Qatar, mas ainda assim segue com quatro pontos e em condições de discutir o segundo lugar.

México 3-0 Chéquia

No Estadio Banorte de Monterrey, o México fechou os grupos com a versão mais luxuosa do torneio.

Álvaro Fidalgo entrou na ficha depois de uma jogada coral, e Julián Quiñones e Marco Chávez completaram a goleada para os anfitriões. A Chéquia foi quase espectadora, com Romo a distribuir uma assistência de luxo.

Esta equipa de Javier Aguirre mostra coletivamente porque é candidata a chegar longe em casa. O Mundial é em casa, e nota-se. A Chéquia sai num grupo em que se podia ter exigido mais.

África do Sul 1-0 Coreia do Sul

No Estadio BBVA de Monterrey, deu-se a surpresa do dia.

Themba Maseko marcou o único golo do jogo, num lance servido por Thapelo Moremi. A África do Sul selou a passagem aos 16-avos e levou consigo a Coreia do Sul para casa, num cenário que ninguém tinha colocado em cima da mesa antes do Mundial começar.

Para Lee Kang-In e companhia foi um Mundial frustrante. Para a África do Sul, esta vitória vai ficar marcada como o pequeno milagre de Monterrey.

Bósnia 3-1 Qatar

No Lumen Field, em Seattle, a Bósnia salvou-se com uma goleada ao Qatar.

Ermin Mahmic marcou e o jovem Kerim-Sam Alajbegovic também apontou, num jogo em que a Bósnia ainda fechou no 3-1. Pelo Qatar entrou na ficha Hassan Al Haydos. Os anfitriões do Mundial 2022 saíram pela porta pequena, sem qualquer ponto somado.

A Bósnia despede-se com algum orgulho mas sem a passagem. Sergej Barbarez ainda não fez milagres, mas deixou indicações para o próximo ciclo.

Daqui a horas a fase de grupos termina e os 16-avos começam a desenhar-se. Quem ainda anda a montar a sua equipa tem material para preparar o cruzamento. Vinícius e Hakimi entraram na conversa, e Joel Manzambi continua a ser a pechincha do Mundial.

Há sempre aquela vontade de gastar a transferência num nome em forma. Mas é nessas pequenas escolhas que se separam os plantéis que vão durar dos que ficam pelo caminho.

Até amanhã.

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