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Messi voltou a fazer dois e a Noruega ganhou um thriller ao Senegal

23 de junho de 2026

Foi a noite dos candidatos a tudo. Argentina, França, Noruega e Argélia confirmaram, com mais ou menos brilho, que estão aqui para o que vier a seguir.

E houve um thriller no MetLife Stadium que vai dar conversa por uns dias.

Argentina 2-0 Áustria

No AT&T Stadium, em Dallas, Lionel Messi voltou a fazer aquilo que parecia incompatível com os trinta e oito anos.

O capitão da Argentina fez dois golos, e ficou com quatro no Mundial depois de dois jogos. Facundo Medina assistiu num deles e ainda viu amarelo a meio.

A Áustria de Ralf Rangnick fez por incomodar, sobretudo a meio-campo, com Konrad Laimer a brigar por cada bola. Mas faltou-lhe sempre o último passe, e quando saiu para procurar o golo deixou espaço a uma Argentina que decide jogos quando precisa.

Lionel Scaloni tem agora um grupo praticamente fechado e o luxo de poder gerir cargas na última jornada. O resto deve preocupar-se.

França 3-0 Iraque

No Lincoln Financial Field, em Filadélfia, a França acordou para o Mundial.

Kylian Mbappé fez dois golos numa exibição em que parecia ter o tempo todo do mundo para decidir cada lance. Ousmane Dembélé marcou outro e ainda fez uma assistência, e Michael Olise distribuiu duas assistências, daquelas que tornam tudo simples para quem está à frente.

O Iraque pouco pôde fazer para travar uma equipa em que cada toque parecia ensaiado. Foi a versão da França que ficou guardada nos últimos minutos contra o Senegal, agora ao longo dos noventa.

Para Didier Deschamps, a leitura é de uma equipa que está finalmente a respirar pelo mesmo pulmão. Ainda há margem para acertar a defesa quando o adversário aparecer com mais ferramentas, mas a base está aí.

Noruega 3-2 Senegal

E aqui começa a noite que ninguém vai esquecer tão cedo. No MetLife Stadium foi tudo até ao último apito.

Erling Haaland fez dois golos pela Noruega e Marcus Pedersen apontou outro, com assistências de Martin Ødegaard e Patrik Berg. Pelo lado do Senegal, Ismaila Sarr também fez dois, servido por Nicolas Jackson e Sadio Mané.

Foi um jogo que viveu de transições rápidas, com os dois treinadores a apostarem na verticalidade e a aceitarem as trocas. A Noruega tem em Haaland uma referência que decide em qualquer ginásio do mundo, e o Senegal tem em Sarr e Mané uma profundidade que faz a diferença em qualquer ponto do campo.

A Noruega lidera o grupo e tem o destino nas mãos. O Senegal vai precisar de fazer contas, mas saiu daqui com a sensação de que pode levar este Mundial mais longe do que parecia depois da estreia.

Jordânia 1-2 Argélia

No Levi's Stadium, em São Francisco, a Argélia recuperou daquela estreia infeliz contra a Argentina.

Adam Benbouali e Amine Gouiri marcaram pelos argelinos, com Riyad Mahrez a deixar a sua marca na assistência. Pela Jordânia entrou na ficha Nizar Al Rashdan, num lance servido por Mousa Tamari.

A leitura é a de uma Argélia que ficou viva e ainda controla o seu destino. Tem um nome conhecido a fazer a diferença e dois avançados que estão a ganhar confiança a cada jogo.

A Jordânia, essa, terá de fazer milagre na última jornada para continuar no Mundial. Foi um caminho meritório, mas a diferença para os adversários começou a notar-se.

Daqui a horas, Portugal joga com o Uzbequistão e a Inglaterra recebe o Gana. Quem ainda anda a montar a sua equipa tem nomes em destaque para a capitania, e há quem aceite o risco de apostar num Sarr.

Há sempre aquela hesitação de gastar a transferência num nome em forma. Mas é nessas pequenas escolhas que se separam os plantéis que vão durar dos que ficam pelo caminho.

Até amanhã.

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