Análise
Harry Kane não perdoa e a Bélgica só respira no prolongamento. Mais dois gigantes nos oitavos
03 de julho de 2026

Mais um dia de 16-avos, mais duas seleções de peso a carimbar o passaporte para os oitavos. Só que desta vez custou, e de que maneira.
A Inglaterra teve de suar para segurar a RD Congo. A Bélgica precisou de mais meia hora do que gostaria para afastar um Senegal que se recusou a desistir.
Inglaterra 2-1 RD Congo
No Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a Inglaterra fez o que se esperava dela, mas longe de ter sido um passeio. Venceu por 2-1 e vai aos oitavos.
O homem do jogo foi Harry Kane, autor de um bis que resolveu a tarde e voltou a mostrar porque é que continua a ser o farol desta seleção. Sempre no sítio certo, sempre implacável.
Quem também merece nome na crónica é Anthony Gordon, que entrou do banco e teve o descaramento de assinar as duas assistências inglesas em pouco menos de meia hora em campo. Um impacto brutal para quem começou de fora.
A RD Congo, essa, não veio a Atlanta para fazer número. Bumba Cipenga marcou o golo congolês, servido por Chancel Mbemba, e por instantes meteu um travo amargo na boca dos ingleses. Jude Bellingham viu ainda um amarelo no meio da luta.
No fim, a experiência da Inglaterra falou mais alto. Mas a RD Congo sai de cabeça erguida, depois de um Mundial que a fez sonhar.
Bélgica 3-2 Senegal
Em Seattle, no Lumen Field, viveu-se o jogo mais louco do dia. A Bélgica bateu o Senegal por 3-2, mas só depois de noventa minutos não terem chegado para separar as duas seleções.
O jogo esticou-se até ao prolongamento e foi ali, no desgaste dos corpos e das cabeças, que a Bélgica encontrou forma de seguir em frente.
A grande figura atende pelo nome de Youri Tielemans, com um bis de médio a fazer de goleador. Romelu Lukaku juntou o terceiro golo belga, com Thomas Meunier e Leandro Trossard a deixarem os passes para os companheiros faturarem.
Do outro lado, o Senegal foi tudo menos fácil. Habib Diarra e Ismaïla Sarr marcaram para os Leões da Teranga, que empurraram o jogo para o prolongamento e obrigaram a Bélgica a ir buscar recursos ao fundo do baú.
Foi um daqueles jogos que deixa os dois bancos exaustos. A Bélgica avança, o Senegal despede-se com o orgulho intacto de quem lutou até ao último suspiro.
Os oitavos a ganhar forma
O quadro da fase a eliminar vai-se preenchendo e os nomes que lá aparecem metem respeito. A Inglaterra chega com Kane a marcar, a Bélgica prova que tem elenco para segurar noites difíceis.
Para quem anda a afinar o plantel de olho na próxima jornada, ontem deixou avisos. Kane era a escolha popular e não desiludiu quem o pôs de capitão para os oitavos, enquanto Tielemans foi o tipo de surpresa que faz a diferença de quem se atreve a montar uma equipa diferente da dos outros.
Até amanhã.