Análise
Messi não quer que a festa acabe e os craques responderam a rugir
17 de junho de 2026

Andávamos a falar das zebras, dos pequenos que travavam os grandes, da noite em que Cabo Verde segurou a Espanha.
Pois ontem o futebol virou a página e devolveu o microfone às estrelas. E uma delas, em particular, não parece nada disposta a deixar a festa acabar.
Argentina 3-0 Argélia
Aos trinta e oito anos, com o relógio a correr contra ele há muito, Lionel Messi fez um hat-trick na estreia da Argentina.
Foram três golos no Arrowhead Stadium, com Rodrigo De Paul e Nicolás González a servir. A Argélia foi corajosa, mas não havia plano que travasse um Messi com vontade de mostrar que ainda manda.
Ficou a sensação inevitável de estarmos a ver os últimos capítulos de uma história que vamos contar para sempre.
França 3-1 Senegal
A França estreou-se como manda o seu estatuto, e o homem da camisola dez fez por merecê-la.
Kylian Mbappé apontou dois golos no MetLife Stadium, com Bradley Barcola a juntar outro depois de saltar do banco. Adrien Rabiot e Michael Olise trataram de distribuir o jogo.
O Senegal ainda fez o seu, por intermédio de Mbaye, e mostrou que tem com que incomodar. Mas a diferença de classe acabou por falar mais alto.
Iraque 1-4 Noruega
Há vinte e oito anos que a Noruega não pisava um Mundial, e Erling Haaland esperou a vida inteira por este momento.
O avançado mais temido da Europa fazia a sua estreia mundialista, e assinalou-a com dois golos na goleada ao Iraque, em Boston. Martin Ødegaard comandou o meio-campo de fio a pavio.
O Iraque ainda festejou por Aymen Hussein, mas a Noruega passou por cima e avisou o grupo de que veio para durar.
Áustria 3-1 Jordânia
A madrugada fechou com a Áustria a bater a Jordânia por 3-1 no Levi's Stadium.
Romano Schmid e o veterano Marko Arnautovic estiveram entre os marcadores. A Jordânia reduziu por Ali Olwan, mas despediu-se da estreia sem pontos, e a Áustria juntou-se à Argentina na liderança de um grupo J que promete.
Foi a resposta dos grandes, e até para quem anda a montar a sua equipa a noite teve outra cor.
Depois de tantas jornadas em que os pontos andavam escondidos nas defesas baratas das seleções modestas, foram os nomes mais caros e cobiçados a fazer a diferença. Quem teve a coragem de apostar neles para capitão acordou com um sorriso.
As escolhas para a próxima jornada já estão abertas, para quem quiser repensar onde vai gastar o orçamento.
Amanhã há mais.