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Análise

Nove contra o México e um herói que ninguém tinha: a primeira noite do Mundial em números

12 de junho de 2026

O Mundial 2026 começou como as grandes novelas: com drama no Azteca, um vilão improvável (a disciplina sul-africana) e um herói que ninguém — literalmente ninguém — tinha no plantel. Análise aos dois primeiros jogos e ao que eles já nos dizem para o resto da Jornada 1.

México 2-0 África do Sul — o jogo que se partiu em dois

Mais de 80 mil pessoas no Estadio Azteca e um jogo que durou exatamente até à primeira expulsão. A África do Sul, que tinha entrado compacta num bloco médio-baixo a fechar o corredor central, viu o plano desfazer-se com os cartões vermelhos de S. Sithole e T. Zwane — acabou o jogo com nove, e contra este México ninguém sobrevive com nove.

Taticamente, o México fez o que se exige a uma anfitriã: largura máxima para esticar um bloco em inferioridade, e os golos vieram exatamente daí — J. Quiñones a finalizar após combinação com É. Lira, e R. Jiménez, o eterno, servido por R. Alvarado. Dois golos, dois assistentes diferentes, quatro intervenientes ofensivos distintos: sinal de uma equipa que não depende de um nome.

E nem o vencedor escapou ao árbitro: C. Montes também viu vermelho do lado mexicano — três expulsões no jogo inaugural, recorde instantâneo de drama. Na baliza, J. Rangel fechou a noite sem sofrer — e no fantasy isso vale ouro, como já vamos ver.

Coreia do Sul 2-1 Chéquia — a madrugada foi asiática

Enquanto Lisboa dormia (03:00…), Guadalajara assistiu ao jogo mais equilibrado da noite. A Chéquia marcou por L. Krejcí, servido por V. Coufal, mas a Coreia do Sul respondeu com a melhor exibição individual do dia: Hwang In-Beom fez golo e assistência e controlou o meio-campo do princípio ao fim, com Lee Kang-In a juntar mais uma assistência.

E houve ainda o momento clássico de Mundial: Oh Hyeon-Gyu saiu do banco e, em cerca de um quarto de hora em campo, marcou o golo da vitória. Suplente, 16 minutos, três pontos para a Coreia.

Os números fantasy que doem

Agora a parte que interessa a quem joga Plantel:

  • Hwang In-Beom: 11 pontos (golo + assistência + vitória). Quantos dos 55 plantéis o tinham? Zero. O melhor pontuador da primeira noite do Mundial está em 0% das equipas — e custa só 6.0M.
  • J. Rangel: 9 pontos por 4.5M — o guarda-redes mais barato que podias ter escolhido fez clean sheet, vitória e está em apenas 11% dos plantéis.
  • Quiñones e Jiménez: 8 pontos cada. A dupla de ataque mexicana custava menos que um Mbappé.
  • A defesa do México fez 7 pontos por cabeça (Vásquez, Reyes, Gallardo) — clean sheet contra nove é injusto, mas os pontos não julgam.
  • A exceção é a lição da noite: C. Montes ia no mesmo caminho até ver vermelho e ficou-se pelos 4 pontos (−3 do cartão). E há mais: jogador expulso fica preso ao onze de quem o tem — não pode ser substituído até ao fim da jornada. O cartão paga-se duas vezes.

A lição da noite número um é a de sempre nos Mundiais: os pontos baratos estão nas seleções que ninguém quer. Toda a gente foi a correr aos craques da Europa — e quem abriu o marcador do torneio foi o fantasy de 4.5M.

O que podes fazer já

  1. Substituições entre jogos — na página A minha equipa podes trocar titulares cujo jogo já acabou por suplentes que ainda não jogaram, até ao fim da jornada. Tens um titular mexicano com pontos no bolso e um suplente com jogo por jogar? Faz contas.
  2. Transferências para a Jornada 2 já abriram — tens 1 transferência grátis e podes preparar a próxima jornada desde já. E se te arrependeres, o botão Repor devolve-te o plantel da jornada anterior sem custo, até ao fecho.
  3. Ainda não tens equipa? O Mundial mal começou — monta o teu plantel grátis e entras já na Jornada 2.

Esta noite há mais: Canadá–Bósnia, EUA–Paraguai e a madrugada continua generosa. Amanhã voltamos com os números.

Tinhas o Hwang In-Beom? Pois. Ninguém tinha.

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