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Alemanha 2026: o regresso do Neuer e a aposta no Musiala que ninguém sabe se vai estar a 100%

05 de junho de 2026

Depois das eliminações precoces em 2018 e 2022, a Alemanha entrou em crise estrutural. Trocou de treinador três vezes, perdeu o Euro 2024 em casa nos quartos contra a Espanha, e chegou a 2026 com a pressão de provar que a era dos colapsos terminou.

A aposta: Julian Nagelsmann mantém-se ao comando, Manuel Neuer sai da reforma internacional para voltar a ser o número 1, e Jamal Musiala carrega o peso ofensivo de uma geração que ainda não decidiu nada importante.

O regresso do Neuer

Manuel Neuer anunciou em 2024 que deixava a seleção. Voltou atrás. Tem 40 anos e vai a um Mundial como número 1.

Esta é a decisão mais polémica da convocatória. Razões a favor: experiência absoluta em fases finais (campeão 2014), liderança vestiária, qualidade técnica intocada. Razões contra: 40 anos, recuperação física entre jogos mais lenta, e não tem jogado regularmente nos últimos meses.

A leitura de Nagelsmann: prefere a experiência testada ao risco de um novato em quem confia menos. É a aposta conservadora — funciona se a Alemanha for longe; é o primeiro alvo de crítica se sair cedo.

A questão Musiala

Jamal Musiala falhou grande parte da época por lesão. Nagelsmann, ao apresentar o plantel: "Mesmo a 95%, é um dos melhores jogadores do mundo."

A leitura entre linhas: ele não vai estar a 100%. E numa Alemanha que depende dele para desbloquear blocos baixos (o ponto fraco recorrente desde 2018), isto é o risco número 1 do torneio.

Se Musiala entregar como Bayern 2024 (antes da lesão), Alemanha é candidata legítima. Se for sombra dele próprio, é mais uma fase de grupos a sofrer — e contra o Equador na 3.ª jornada, isso significa eliminação possível.

O dilema Nagelsmann

Nagelsmann tem 39 anos. É o treinador mais jovem da história alemã num Mundial.

O seu currículo: campeão alemão pelo Bayern em 2023, demitido pouco depois, contratado pela seleção em 2023, qualificou-se confortavelmente. Em torneios maiores: Euro 2024, eliminado nos quartos contra Espanha (1-2). O suficiente para sobreviver, mas longe de impor.

O estilo é agressivo: pressão alta, posse direta, transições rápidas. Bonito quando funciona, frágil quando o adversário pressiona de volta. Em torneios FIFA, equipas que jogam assim costumam sofrer no calor americano — e a Alemanha já tem histórico de quebrar fisicamente em grupos mornos seguidos de eliminatórias intensas.

O Grupo E

Alemanha caiu no Grupo E com Curaçao, Costa do Marfim e Equador.

Jogo Data
Alemanha vs Curaçao 14 jun
Alemanha vs Costa do Marfim 20 jun
Alemanha vs Equador 25 jun
  • Curaçao — estreia em Mundial. Plantel de jogadores de origem caribenha que jogam principalmente na Holanda. Imprevisível mas claramente abaixo do nível europeu
  • Costa do Marfim — campeã africana em 2024. Talento individual, fisicamente intensa. Adversário real
  • Equador — geração jovem, jogou bem no Catar 2022. Defesa organizada, transições rápidas. Pode complicar

Apurar em primeiro não é dado. Costa do Marfim e Equador são adversários genuínos.

A minha previsão

Quartos é o patamar realista. Meias seria reabilitação.

A Alemanha tem talento individual para mais. Tem sistema. Tem um treinador inteligente. O que lhe falta é a confiança coletiva que vem de não ter passado nada bem nos últimos 8 anos. Mentalidade vencedora não se constrói em palestras — constrói-se ganhando jogos apertados em fases finais. E a Alemanha não tem feito isso há uma década.

Se chega aos quartos com fluência, a história pode mudar. Se cai antes — terceira eliminação consecutiva precoce, e a crise alemã entra em terreno histórico.

Para o palpiteiro: Alemanha é diferencial moderado. Apostar nela para chegar às meias pode pagar bem se acontecer. Pode dar zero se Musiala não estiver.

Vai a /predictions e palpita.

A 14 de junho, o teste começa contra Curaçao.


Fontes:

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